Dakar 2018: Começa a aquecer
Foi ontem conhecida a lista de pilotos, e seu respetivo número, que estão provisoriamente inscritos para a 40ª edição do Dakar, que decorrerá entre 6 de janeiro de 2018 e 20 de janeiro do respetivo mês num evento que ligará Lima, capital do Peru, a Córdoba já na Argentina, sendo que pelo meio passa ainda pela Bolívia.
Serão mais de cinco mil quilómetros cronometrados em diferentes tipos de terreno e que colocarão como é hábito à prova pilotos e máquinas. Num primeiro olhar à lista de inscritos, onde estão quatro pilotos portugueses, destaca-se desde logo a fortíssima equipa que a KTM vai apresentar ao qual junta a nova versão da 450 Rally.
O vencedor do último Dakar, Sam Sunderland, junta-se a Matthias Walkner e ao regressado Toby Price (está quase há um ano sem competir devido à queda no Dakar 2017) como os principais pontas de lança de Mattighofen para manter a impressionante série de 16 triunfos consecutivos na maior prova de todo-o-terreno do mundo.
Ainda no campo da KTM é preciso sempre ter em atenção aos escudeiros Antoine Meo (ausente em 2017 por lesão), Laia Sanz e o estreante Luciano Benavides, irmão de Kevin. Depois não se pode descartar o sempre fiável Stefan Svitko.
Passando para a Honda esta vai a jogo com Paulo Gonçalves, Joan Barreda Bort e Kevin Benavides, que terão a protecção de Ricky Brabec e Michael Metge. Um alinhamento que dispensa apresentações pelo que a dúvida está em saber se finalmente a Honda conseguirá fazer um Dakar sem percalços, que nos últimos anos tem levado a marca da asa dourada a pagar um preço bem elevado.
Já a Husqvarna conta nas suas fileiras com o bicampeão do mundo de cross country e ralis, Pablo Quintanilla, que tem ao seu lado o reforço Andrew Short. mas não conta com a presença de Pela Renet, que está ainda a recuperar das lesões sofridas após queda no Atacama Rally, jornada a contar para o Mundial de Cross Country e Ralis.
Quanto à Yamaha, que compete com a nova WR450F, tem as suas esperanças depositadas em Adrien Van Beveren e Xavier de Soultrait, dois pilotos que deram nas vistas em 2017. Num segundo plano estão o reforço Franco Caimi bem como Rodney Faggotter. Quem não está presente é Hélder Rodrigues, piloto que nos últimos anos ajudou e muito ao desenvolvimento de todo o projecto da insígnia de Iwata no Dakar.
Atenção também à Sherco, que tem estado a um muito bom nível nas últimas provas de preparação para o Dakar por intermédio de Joan Pedrero e Adrien Metge. Ainda nas equipas oficiais palavra para Hero MotoSports, formação indiana que pela segunda vez está presente na Dakar e tem como piloto principal o ‘nosso’ Joaquim Rodrigues aos comandos de uma nova moto.
Depois há sempre que contar com nomes que não estão numa primeira linha, mas que podem aqui e ali fazer uma gracinha como foi o caso o ano passado de Gerard Farrés Guell, que foi terceiro. Neste lote podemos também incluir figuras como Juan Carlos Salvatierra, o experiente Olivier Pain, Armand Monleón, Ivan Jakes ou até mesmo Ondrej Klymciw que o ano passado ficou às portas do top 10. Nota ainda para Johnny Aubert, antigo campeão do mundo de enduro, e que estará também à partida da grande maratona sul-americana.
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