Miguel Oliveira sempre a aprender
Numa classe onde os pormenores fazem a diferença, porventura ainda mais do que no Moto3, Miguel Oliveira cumpriu em Jerez de La Frontera mais três dias ‘na escola’ de uma das categorias mais discutidas quando se fala de motociclismo de competição.
Três dias onde o primeiro foi mesmo o mais positivo no que diz respeito ao cronómetro, com o segundo e terceiro dias a serem prejudicados por alguns problemas que impediram uma mais rápida evolução aos comandos da Kalex.
“O primeiro dia foi mesmo o que correu melhor, mas nos seguintes aconteceram uma série de eventos que nos impediram de progredir na direcção que queríamos. São coisas normais quando estamos numa classe como esta e onde queremos aprender. Faz parte de todo esse processo e mesmo não conseguindo andar como queria voltei a aprender bastante.”
O 23º lugar no final dos três dias a 1.890s do melhor tempo assinado por Axel Pons não preocupa o piloto da Leopard. “Não é esse o principal interesse neste momento. Queríamos fazer quilómetros com a moto e foi o que fizemos. Naturalmente que o facto de ser um teste oficial leva muita gente a olhar para as folhas de tempos, mas não foi para isso que aqui estivemos.”
Após cinco anos em Moto3 ou 125 tudo é novo par Miguel Oliveira em 2016 e apesar do esforço bem visível do vice-campeão do mundo de Moto3 Jerez de La Frontera não foi uma passagem fácil. “A queda de ontem retirou-me um pouco de confiança com a moto e em conjunto com a lesão nos dedos de alguma forma não exagerei como podia. Jerez é uma pista complicada para se andar depressa com a Moto2 e com todos estes condicionantes facilmente estamos no fundo da tabela.”
FOTO: Motosport
Obrigado Motosport. Por terem tirado o “fantasma” das fotos do Miguel.